Diário de Campanha das Aventuras em Valansia #2

Dia 09 da Lua da Colheita de 81 D.C.

Os eventos que descrevo aqui me foram relatados posteriormente pelos aventureiros, uma vez que eu não estava presente na tumba neste momento. Algumas coisas eu consegui confirmar por conta própria depois que entrei na tumba, mas, na maior parte, eu dependo da memória de meus até então contratantes.

A entrada da tumba era basicamente um longo corredor de pedra bruta, com algumas pequenas salas laterais contendo caixões velhos de madeira, já bem podres. Ao abrir os caixões, eles viram estátuas de um estranho povo meio homem, meio serpente (parece que os chamam de sibilantes), feitas de argila. Ao tentar quebrar a primeira para ver o que tinha dentro, uma nuvem de gás venenoso derrubou um dos aventureiros, que quase morreu.

A partir daí, eles foram mais cautelosos e quebraram as estátuas à distância, pegando os poucos tesouros que encontraram dentro, em geral amuletos de ouro e um monte de pele de cobra seca (se é que dá pra chamar isso de tesouro).

Seguindo pelo corredor, finalmente encontraram os corpos dos dois “aventureiros” que se arriscaram a explorar a tumba antes, em frente a uma grande porta de pedra. Parece que eles caíram em uma armadilha, que fez com que uma marreta gigante os acertasse quando tentaram abrir a porta.

Mas meu grupo foi mais esperto, e eles conseguiram desativar a armadilha quebrando as estacas de ferro que a ativavam.

Do outro lado da porta, havia três caixões de madeira, mas, ao abrir um deles, esqueletos pularam e atacaram o grupo. Acho que eles esperavam que fossem mais estátuas de argila ou algo do tipo. Foi uma batalha perigosa, ainda bem que eu não estava por lá, mas, no fim, deu tudo certo.

E, por ora, é isso que eu tenho para relatar. Em breve devo ter a oportunidade de continuar meus relatos.

Pódrick, Ajudante de Aventureiro