Diário de Campanha das Aventuras em Valansia #4
Dia 09 da Lua da Colheita de 81 D.C.
Chegando ao acampamento, o grupo descansou um pouco, mas logo decidiu que era muito cedo para voltar para a cidade. Aparentemente, eles querem retornar apenas quando tiverem mais tesouros. Mesmo feridos, decidiram que era uma boa ideia voltar à tumba para explorar mais um pouco. Eu fiquei com receio, mas não queria perder a oportunidade de registrar nada do que acontecesse lá dentro, então fui junto.
Voltamos rapidamente para a sala hexagonal onde enfrentamos aqueles pedaços de múmia (será que dá para chamar assim?). Lá, o pessoal achou um corredor que dava para uma sala com várias estátuas de argila de guerreiros sibilantes. O Geraldo derrubou uma fileira inteira delas para ver o que acontecia. Elas quebraram, mostrando-se ocas por dentro, mas, fora isso, nada aconteceu.
A seguir, o grupo decidiu começar a explorar as salas ao redor do poço. Já na primeira delas, o Wolras acionou, com seu bastão de aventureiro, uma armadilha que disparou um relâmpago, atingindo três de nós. Por sorte, parece que o relâmpago já estava meio descarregado (provavelmente por conta do tempo), então não causou um estrago tão grande. Na sala, havia um caixão que o Jace conseguiu identificar como sendo de Xisor, o Verde. Talvez seja algum rei sibilante de outra época.
Outra das salas parecia ainda estar inacabada, faltando escavar quase metade dela, e não havia nada que valesse a pena mencionar.
Em uma terceira sala, achamos estruturas de camas velhas e vários pergaminhos escritos no idioma dos sibilantes. De acordo com o Jace, pareciam ser delírios de uma múmia, talvez a mesma que enfrentamos (ou partes dela, né?). Um dos pergaminhos mencionava uma espécie de demônio de nome Baltoplat. Vamos levar os pergaminhos para o Cain ajudar na tradução assim que possível.
Na sala seguinte, infelizmente as coisas não correram tão bem. O Geraldo abriu o caixão presente no local (que o Jace identificou como sendo de Franzimbar, talvez outro rei sibilante?), mas uma criatura horrenda saiu lá de dentro. Era uma espécie de gelatina gigante, de cor escura, que nos atacou imediatamente. Eles tentaram lutar contra a gosma (eu fiquei bem longe), mas ela era muito forte e corroía tudo com que entrava em contato.
Eles resolveram fugir, o que achei bem sensato, mas infelizmente, antes de conseguirmos fechar a porta e prender a criatura lá dentro, ela mordeu o Drão. O ferimento dele foi profundo demais e ele não resistiu.
Conseguimos, enfim, trancá-la na sala, que a Silvara vedou com uns cravos que ela tinha, e fomos para o acampamento. O grupo decidiu enterrar o Drão embaixo de uma árvore para que ele descanse em paz. Foi um dia muito triste para todos nós. O pior é que eles parecem estar acostumados com esse tipo de situação. Será que vou me acostumar com isso também?