Diário de Campanha das Aventuras em Valansia #5

Dias 09 e 10 da Lua da Colheita de 81 D.C.

Com vários de nossos companheiros feridos e nossos suprimentos ficando escassos, decidimos finalmente voltar para a Vila Auroque. A volta foi tranquila, tirando uma chuvinha chata que durou o dia praticamente inteiro, não tivemos nenhum encontro inesperado ou qualquer tipo de imprevisto.

O grupo alugou alguns quartos na estalagem para passar a noite. Eu preferi dormir em casa mesmo. No dia seguinte, corri para a casa de Caim para colocá-lo a par das nossas descobertas. Silvara, Yurdak, Jace e Geraldo chegaram pouco depois. Eles entregaram os pergaminhos que encontramos na tumba e pediram a ajuda de Caim para traduzir os escritos, que estão em uma espécie de versão arcaica do idioma dos sibilantes.

São muitos pergaminhos e até o velho Caim vai levar um tempo considerável para extrair todas as informações de lá, mas já deu para descobrir algumas coisas úteis. O autor parece ser um antigo rei sibilante chamado Xisor, o Verde. Mas não é só isso: de acordo com Caim, ele escreveu esses pergaminhos depois de já ter morrido. Parece haver uma tradição nessa civilização de sibilantes de mumificar os reis mortos, e o próprio Xisor foi transformado em uma dessas múmias. Pelo visto, a cabeça de múmia que achamos pertencia a ele.

Nas escritas, ele menciona também uma súcubo chamada Baltoplat, que está aprisionada no salão de invocação. Parece que saber o nome verdadeiro da criatura concede um enorme poder de barganha ao lidar com ela.

O grupo pediu para Caim procurar nos pergaminhos alguma informação sobre um nome que estava em outra sala da tumba, Franzimbar, além de pesquisar sobre o pudim negro.

Enquanto eu ajudo nas pesquisas, eles passaram na Sabine para vender alguns dos achados, mas parece que não ficaram muito felizes com o que ela ofereceu. Acho que vão tentar a sorte vendendo para a caravana que deve passar pela vila em cerca de cinco dias.

Uma cabana de uma bruxa em meio a uma mata.

Eles também foram à cabana da Dona Flora, a bruxa da vila, mas não sei detalhes do que fizeram por lá. Eu quase não vejo a Dona Flora, minha mãe não deixa eu ir até a cabana dela.

Parece que vamos passar alguns dias na vila, pelo menos até a caravana chegar, então deve dar para pesquisar muita coisa nos pergaminhos. O que vem a seguir, não sei dizer, mas confesso que bem que eu queria voltar a explorar aquela tumba.