Diário de Campanha das Aventuras em Valansia #7

Dia 16 da Lua da Colheita de 81 D.C.

Foram tantos acontecimentos para relatar aqui que será um desafio lembrar de todos. Começamos aproveitando o anel de Raio X para ver o que havia do outro lado da parede, no final da passagem secreta descoberta na sala das estátuas de barro. Jace viu um salão amplo com algumas pilastras quebradas e vários pedaços de corpos de morcegos e outras criaturas petrificadas, além de uma corrente saindo do teto em direção a um local que não tivemos visão. Deduzimos que o basilisco referenciado nos pergaminhos habitava esta sala e voltamos ao acampamento para bolar um plano.

Nossa ideia era caçar algum animal grande e alimentar o basilisco na esperança de que ele não nos atacasse. Só que, nesse meio-tempo, recebemos um visitante no acampamento. Um anão andarilho chamado Brom, que parece estar vagando pelo mundo, apareceu e ofereceu ajuda na caçada. Aceitamos de bom grado; afinal de contas, não somos exatamente caçadores de nada que não seja tesouros antigos em masmorras esquecidas.

Passamos a manhã inteira nessa missão, porém ela acabou tomando um rumo diferente: localizar o covil dos goblins que deixam pegadas pelas colinas próximas.

As pegadas pareciam se concentrar ao redor de uma enorme árvore, não muito longe de onde enterramos o Drão. Investigando melhor as raízes dessa árvore, achamos uma entrada que levava a um longo corredor de pedra descendo em direção ao desconhecido. O fedor do local indicava que provavelmente os goblins não estavam longe.

E não estavam mesmo. Avistamos o grupo pouco depois, brincando tranquilamente em meio ao que parecia ser uma plantação de fungos. Ao nos avistarem, eles não pareceram receosos nem com medo, mas sim empolgados. Começaram a perguntar qual de nós era o novo rei.

Jace resolveu pregar uma peça neles, fingindo ser o "Rei Serpente". Eles pareceram ávidos em aceitá-lo como seu novo soberano, chegando até a coroá-lo. Ao perguntarmos sobre o basilisco, disseram que não vão muito lá, pois a fera costuma atacá-los, mas que ela não sai da sala por estar presa a uma corrente.

O "novo rei" solicitou, então, ajuda para caçar uma fonte de alimento que servisse de oferenda para o basilisco. Voltamos à superfície e os goblins ajudaram a abater um veado. Mas, ao verem o céu, ficaram empolgados pela proximidade da lua cheia e mencionaram um "ritual de ascensão do rei". Parece que, na lua cheia, eles levam o seu líder para uma colina para ser sacrificado. Jace não pareceu muito entusiasmado com a ideia, até porque a lua cheia é amanhã à noite.

Com o veado em mãos, voltamos nossa atenção para o basilisco. O rei ordenou que os goblins oferecessem a carcaça, e eles nos escoltaram até lá. No caminho, passamos por um lugar estranho e fétido que, de acordo com eles, serve como uma espécie de ninho de onde novos goblins nascem.

Finalmente chegamos ao basilisco. Quatro goblins entraram para entregar a comida, mas apenas três voltaram. Um deles foi petrificado quando a criatura olhou para ele. Com o basilisco ocupado se alimentando, Jace criou coragem para se aproximar e viu que a fera usava uma viseira que estava levantada. Ao abaixar a viseira, ele garantiu que o monstro não petrificasse mais ninguém.

Após isso, optamos por voltar ao acampamento para descansar. Foi um longo dia.