Diário de Campanha das Aventuras em Valansia #8
Dias 17 e 18 da Lua das Flores de 81 D.C.
Acordamos cedo no dia seguinte e decidimos voltar à Vila Auroque para vender os artefatos e tesouros que conseguimos no dia anterior. Deixamos algumas coisas para trás no acampamento para não carregar muito peso, como tendas e sacos de dormir, e o Jace lançou uma magia de ilusão simulando teias de aranha para afastar potenciais invasores. Nunca tinha visto uma magia assim ao vivo; parecia muito real.
Um dos goblins, apelidado pelo grupo de Botinha, decidiu nos seguir escondido. Só que o Geraldo percebeu que, em determinado momento, conforme nos afastávamos da entrada da tumba, o goblin começava a ficar fraco, chegando a cair no chão. Parece que eles não conseguem se afastar muito da tumba por algum motivo. Nós o ajudamos a voltar para a segurança e retomamos nossa viagem.
Não tenho muito a relatar sobre nosso tempo na cidade. Atualizamos o Caim e o Eládrian sobre nossos achados e vendemos o que tínhamos para a Sabine. O grupo aproveitou o dinheiro para comprar montarias: quatro pôneis para os anões e três cavalos para os demais. Eu ainda não tenho essa condição financeira, mas um dia terei minha própria montaria também.
Passamos a noite na cidade antes de voltar e, por causa disso, não estávamos presentes na noite do tal ritual de ascensão que os goblins haviam mencionado. Não sei exatamente que tipo de consequência isso terá, mas provavelmente foi melhor assim. Vai que eles iam realmente sacrificar o Jace!
No dia seguinte, iniciamos a viagem para a tumba bem cedinho. O trajeto foi sem grandes problemas, tirando essa chuva chata que já dura três dias. Chegamos ao acampamento já próximo ao pôr do sol, mas, mesmo assim, o grupo decidiu que queria explorar a tumba à noite. Afinal de contas, lá dentro é tudo escuro, independentemente do período do dia. Entramos pela passagem do desmoronamento e seguimos até a grande porta inexplorada na sala do poço.
A porta dava acesso a uma escadaria descendo rumo à escuridão. Ao descer os primeiros degraus, o Barlad acionou uma armadilha que fez a escadaria se transformar em uma rampa, e ele escorregou lá para baixo, onde uma série de espinhos metálicos o esperava. E não só isso: uma gigantesca estátua de um sibilante tentou atacá-lo.
Ele subiu a rampa com a ajuda da Silvara e de uma corda e, por sorte, o guardião (supomos que a estátua era o guardião pétreo mencionado nos pergaminhos) não se mostrou capaz de subir a rampa. O grupo aproveitou disso e destruiu o guardião à distância. Muita sorte; eu não queria enfrentar aquela coisa. A sala onde o guardião estava lembrava uma arena, com vários escudos com pinturas que parecem ser de tribos derrotadas pelos sibilantes, além de alguns tesouros.
Logo após a arena, nos deparamos com um abismo gigantesco. Tentamos medir a profundidade, mas parece fundo demais para ser medido. Por sorte, tem um estreito corredor que permite andar ao longo do abismo, apesar de escorregadio. Seguimos pelo corredor até achar uma porta entrando no que parece ser outra parte da tumba. Decidimos parar para descansar pois, a essa altura, já estávamos todos exaustos.