Diário de Campanha das Aventuras em Valansia #10
18º dia do Florescer de Liena de 81 D.C.
Os goblins estavam muito desconfiados de nós. Ambos alegaram que estavam indo buscar os anciões, mas não quisemos esperar para ver. Pegamos o corpo do goblin morto e recuamos para a sala do fosso de sacrifício. O Barlad teve a ideia de preparar uma armadilha de corda para que, caso fôssemos perseguidos, alguns tropeçassem e caíssem no fosso.
Com a armadilha preparada, restava só esperar. Demorou um pouco, mas, eventualmente, um grupo de cinco goblins (sendo um deles um ancião) entrou na sala. Só que eles nos viram. Tentamos argumentar que não fomos nós que matamos o goblin, e o ancião avançou até próximo da armadilha para conseguir ver o corpo mais de perto. Nisso, o Wolras o empurrou no fosso de sacrifício e o mundo veio abaixo.
Eu prefiro não entrar em detalhes sobre o que aconteceu a seguir; basta dizer que derrotamos os goblins e que houve uma demonstração de magia impressionante do Drodúk, que colocou dois deles para dormir com um feitiço.
Só que, depois disso, parece que o grupo pegou gosto por sangue de goblin, já que decidiram ir até as cavernas deles para lutar mais. E havia vários deles esperando. Foi um combate muito difícil: o Brom quase caiu e até eu tive que ajudar, atirando pedras com uma funda. Novamente, houve uma demonstração de habilidades mágicas do Drodúk, criando uma área de escuridão ao redor dos goblins que fez com que eles não conseguissem nos acertar.
No fim, conseguimos matar cinco deles e, com isso, o restante fugiu amedrontado. Mas uma coisa é certa: ainda há dezenas deles espalhados pelas tumbas e agora eles nos veem como inimigos.