Diário de Campanha das Aventuras em Valansia #11

Dias 18 a 25 do Florescer de Liena de 81 D.C.

A única opção agora era recuar. Estávamos todos exaustos e feridos e, apesar de os goblins terem se retirado, sabemos que ainda existem dezenas deles aqui embaixo. Por isso, aproveitamos o atalho pela passagem que sai sob a grande árvore e voltamos para o acampamento.

Havia uma nova figura esperando por nós no acampamento: um humano que atende pelo nome de Lucianus. Parece que ele é um conhecido do Barlad e trouxe informações sobre o estado de saúde dos pais dele. Algo que ele falou fez com que o Barlad decidisse encurtar sua carreira de aventureiro e voltar para sua aldeia natal. A boa notícia é que Lucianus se interessou em explorar a tumba com o resto de nós; ele parece bem hábil, chegando até a usar uma habilidade mágica de cura bem semelhante à que o Caim usa.

Após uma breve despedida do Barlad, o grupo decidiu passar a noite no acampamento. Eu apaguei logo, mas o pessoal que ficou de guarda falou que, durante a noite toda, foi possível ouvir sinais da proximidade dos goblins. Talvez não seja mais uma boa ideia acampar tão perto da tumba.

De manhã cedo, voltamos para a cidade. Após dois dias seguidos em que choveu praticamente sem parar, um teto sobre nossas cabeças e uma lareira se tornaram bem convidativos (apesar de eu achar que os anões estão indo mais pelas habilidades de destilação do nosso taverneiro). Além disso, já tínhamos alguns tesouros para vender.

O grupo acabou passando seis dias na cidade, que foi o tempo necessário para o clima melhorar. Nesse período, eles recrutaram mais alguns ajudantes: Gerold Vinha-Verde, Fibille Pé-Leve e o tal Drusmut. Os dois primeiros são boa gente, mas esse Drusmut eu não sei, não; ele vive se metendo em confusão. Inclusive, ele estava preso por ter furtado uma galinha! Mas o pessoal convenceu o sacerdote Eli a deixá-lo ajudar como forma de atenuar sua sentença.

O pessoal aproveitou também para se reequipar. Eles querem tentar destrancar a porta que parece ter bastante tesouro atrás. Com tudo pronto, voltamos para a tumba. Entramos pela entrada principal e fomos direto para a sala que parece guardar as riquezas. Mas o Drusmut não conseguiu destrancá-la de jeito nenhum, e olha que ele passou mais de uma hora tentando. A Silvara também teve a ideia de comprar uma massa para tirar o molde da chave, mas a tranca era tão complicada que o molde se quebrou.

Sem saber como destrancar a porta, não sobrou muita opção além de continuar explorando a tumba. Voltamos para uma parte que ainda não tínhamos verificado direito, ao lado da sala do basilisco. Em uma salinha, achamos uma estátua estranha de alguma divindade sibilante e, quando a giramos no sentido anti-horário, um monte de ouro saiu da base dela! Ainda tem mais coisa para explorar aqui. Será que vamos conseguir achar a chave?