Diário de Campanha das Aventuras em Valansia #15

Dia 26 do mês sexto do ano de 81 D.C.

Com o anão Yuro na vanguarda, o grupo deu início à exploração da masmorra sob o carvalho. Optando por seguir à esquerda na primeira bifurcação (por sugestão da Silvara), eles pegaram um corredor de terra com o chão arenoso. Mas não foram muito longe até serem recebidos por uma figura vestindo um manto roxo, que lembrava um feiticeiro.

O homem proferiu algumas frases de maneira entrecortada: "Bem-vindos ao reino de... o Imperecível. Por gentileza, aguardem... no que foi fornecido... Para sua própria segurança, não..." e desapareceu logo em sequência.

Sem saber o que esperar, o grupo continuou avançando até chegar a uma sala circular com um chamativo tapete, também redondo, bem no centro. Todos começaram a investigar o local, mas, acidentalmente, Nyx acabou pisando com o canto do pé na tapeçaria e sumiu no ar. Ninguém entendeu o que havia acontecido, mas Lucianus, demonstrando grande bravura, pisou no tapete de propósito e desapareceu também.

O restante do grupo continuou explorando os arredores, mais especificamente uma sala adjacente que continha uma mesa com alguns jarros e uma garrafa de vinho. Para o espanto deles, os jarros continham minúsculas pessoinhas dentro, que pareciam estar mortas. Na garrafa, Silvara encontrou um pergaminho arcano e a página de um livro que contava a história de um lugar misterioso onde todos os habitantes eram diminutos.

Continuando a varredura, eles acharam um pequeno hall com a estátua de um caçador empunhando um arco ao lado de dois cães, além de dois espelhos na parede. Tomando extremo cuidado para não olhar nos reflexos, Silvara decidiu usar o anel de raio-X para procurar por passagens secretas. Apesar de não encontrar portas ocultas, ela conseguiu ter um vislumbre de um aposento com alguns humanoides reptilianos, além de uma salinha com estantes e livros. Como o tempo estava passando rápido e não havia sinal dos companheiros perdidos, decidiram começar a rumar para a saída.

Enquanto isso, Nyx e Lucianus se viram em uma caverna natural, de frente para um paredão com três portas, cada uma esculpida com um rosto diferente. Cautelosos, eles pararam para tentar ouvir o que havia atrás dos portões, mas os ruídos não foram nada encorajadores: sons de um touro, de um bobo da corte e de um leão vinham de dentro, correspondendo exatamente às faces entalhadas.

Rapidamente, os dois decidiram pegar o caminho contrário, aprofundando-se pela caverna até se depararem com uma saliência e uma porta à direita. Ao abrir a entrada, Nyx deu de cara com algo totalmente inusitado: dois gnomos jogando cartas tranquilamente. Os pequeninos tentaram convencer Nyx e Lucianus a ficar, alegando que a masmorra e o bosque lá em cima eram perigosos demais, mas que eles possuíam um abrigo seguro ali embaixo. Os dois aventureiros, contudo, preferiram recusar o convite e continuar a busca pelo restante do grupo.